A Psicanálise surgiu como terapia para tratar “transtornos mentais”. Um método revolucionário que inaugurou novas formas de compreensão dos processos psíquicos. Entretanto, da clínica psicanalítica emergiram novas concepções de sujeito – não mais autocentrado e autônomo, mas, sim, produto de situaçoes sociais...
Surge então, uma forma de lidar com nossas parcialidades e com a insustentabilidade dos saberes definitivos e totalizantes.
Dessa forma é preciso ir além da clínica de consultório, mas preservando a experiência da transferência como seu fundamento. desde que Freud instituiu a psicanálise, ela apresenta-se como um discurso que interage e tensiona com os demais discursos presentes em nossa sociedade, em campos tão variados quanto os da educação, da assistência social, das artes, do direito, além do da saúde, e o próprio Freud determinou que a psicanálise deveria atingir todas as camadas sociais, e por mais que, no entendimento do senso comum, ela tenha permanecido elitizada por muitas décadas, é preciso referenciar as muitas intervenções sociais que assumem a psicanálise como sua referência, avançando na proposta de articulação entre clínica, intervenção e pesquisa, própria à experiência psicanalítica.
É preciso instituir a Clínica do Social, baseada na ética e que seja capaz de avaliar o poder e o querer de cada sujeito. ou seja, é preciso e é possível inserir na sociedade, a clinica psicanalítica como uma estratégia de ação associada às necessidades de ordem coletiva, política e educacional.
Vamos nos aproximar!!!!
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