*Érica Flávia Motta
Muitas pessoas questionam o que é saúde mental, ou,
como deve ser para ser alguém normal. Pergunta simples de responder, porém
difícil de entender e de aceitar, que para ser normal, para ter uma mente
saudável é preciso sentirmo-nos bem com a gente mesmo, e na relação com os
outros.
É sermos capazes de lidar de forma positiva com os
problemas que surgem, aceitando-os e buscando a melhor maneira de resolvê-los.
Existe formula para resolver problema? Sim: fazer o melhor que você puder, da
maneira que souber e que lhe for possível naquele momento! Às vezes é se
abrindo e expondo sua ferida, as vezes é esperando passar um pouco o tempo...
Mas nunca tentar fazer igual ao outro, cada pessoa
reage de uma maneira, e entende de uma maneira os aspectos da vida. Saudável
então, é termos confiança em nós e não temermos o futuro. Seguir suas próprias
e basear-se no bom senso, sem que para isso tenha que matar seus desejos.
Mente sã em corpo são! A saúde mental e a saúde
física são duas vertentes fundamentais e indissociáveis da saúde. E mesmo se
atravessarmos situações difíceis e formos afetados por problemas graves ou
doenças mentais, é possível controlar e reduzir os sintomas e, através de tratamentos,
desenvolver capacidades e melhorar a qualidade de vida.
A sociedade e as teorias diversas nos fazem crer
que ter saúde mental é estar ajustado a ideias e padrões de comportamento, de
trabalho de família, blá, blá e blá. Como uma peça que se ajusta à máquina, um
funcionário que se ajusta a uma empresa.
Penso como Rubem Alves, que teve ótimos pensamentos
sobre saúde mental, em um texto que ele escreveu: Será que ajustamento produz
contentamento? As pessoas mais incríveis que o mundo conheceu não eram muito
“ajustadas aos padrões”, mas o mundo as amou pelas coisas que elas produziram.
“As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer
as máquinas funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A
criatividade vem do desajustamento.” (Rubem Alves).
É preciso que as coisas se desajustem um tanto para
podermos criar soluções de ajustamento, ou coisas novas. E assim sentimos a
mente viva, vivemos as nossas competências, somos chamados a estar presentes
nas nossas próprias vidas. Loucura e lucidez não andam separadas, é preciso
estar lúcido e ajustado a nossa loucura social, e é preciso ser um tanto louco
em nossa lucidez.
É preciso que exista movimento, transito entre
loucura e lucidez, poder ir e voltar, entrar e sair. Movimento é vida, é mais
que isso, é geração de vida. Quem sofre com os desajustamentos cotidianos da
vida social são os que verdadeiramente têm saúde mental.
Não se isole, reforce laços familiares e de amizade,
diversifique os seus interesses, mantenha-se intelectual e fisicamente ativo,
procure ajuda se necessário. Não seja
espectador passivo da vida!
*Érica Flávia Motta – Psicóloga.
CRP:06/103497. Duvidas ou sugestões: ericaflaviapsico@hotmail.com /
14-97621502.



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