*Érica
Flávia Motta
Viver bem é uma escolha. Poder fazer
essa escolha são outras conversas, ou outros caminhos, ou outros encontros...
Acho que tudo isso junto, um pouco de cada vez.
Mas eu gosto de pensar nos encontros.
Só vivemos bem quando podemos viver como somos capazes. Para tanto, precisamos
nos aceitar de “cabo a rabo”, “do breu à luz”. E complicado fica! Pois só se
aceita, ou aceitável fica o que se conhece.
Você se conhece? - Provavelmente não.
Eu me conheço? – Com certeza não, e só
me conhecerei totalmente talvez no dia em que eu nem estiver mais aqui, ou lá.
Para se conhecer é preciso se
encontrar. Se encontrar não é coisa que se faz sozinho, se não é, perigoso se
perder. Se faz, segurando em outras mãos, olhando em outros olhos, pensando em
outros pensamentos. Então eu encontro no outro o que tanto preciso, não que o
outro tenha tudo, mas o outro que me vê, quando me mostro, espelho de minha
alma, me diz ou me faz sentir que me encontro, onde quase nunca me procuro.
Quem pode me ver e me faz ver quem sou,
só assim eu me acomodo. Me pacifico em território seguro, e me construo para
entrar em guerra, viver os conflitos de ser, estar, nascer e morrer, sempre que
preciso for, renascer.
Para viver a cena do ser vivente é
preciso espaço no palco das atuações. Palco sem cenário, plateia que observa e
cena que se constrói no corpo das vivencias. E poder se encontrar pouco a
pouco, refletido no olhar alheio e tão familiar. Espaço existente entre duas
mentes que caminham em busca dessa paz, dessa paciência.
É nesse encontro, que se inicia a
exploração intensa e profunda do inconsciente, da vida, de desejos não
realizados, de sonhos, memórias, fantasias, relacionamentos, conflitos internos
e externos, crises e patologias. Chamado de trabalho interior, conduz ao
auto-conhecimento, preenchendo lacunas, estabelecendo relações e dando sentido
ao sofrimento, para que se sinta mais integrado, verdadeiro e enriquecido.
Para que melhore suas relações, se
torne mais criativo, solto e expressivo, todo ser humano precisa descobrir e realizar
o que em si existe em essência. Precisa crescer, completar-se e desenvolver o
seu potencial e suas habilidades.
Tornar-se capaz de tomar consciência
desse desenvolvimento e do caminho ao amadurecimento, através dos aspectos
pessoais e de suas histórias de vida, percebendo quais influenciam os processos
conscientes, podendo provocar distúrbios de natureza psíquica e somática
(corporal).
O psicólogo é integrante deste
processo, acompanhando, analisando, clareando o caminho e abrindo atalhos,
compartilhando seus sentimentos, sensações e intuições durante todo o percurso.
O paciente por suas vez, participa ativamente, enfrentando suas dificuldades,
aceitando e reconhecendo o que antes era inconsciente ou negado e desenvolvendo
a energia suficiente para aplicar o que aprendeu e percebeu em sua vida, e
conquistar a mudança significativa.
Duvidas ou sugestões: ericaflaviapsico@hotmail.com / 14-97621502
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